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Reforço nas paredes é obrigatório

Imóveis

CLAUDETE CAMPOSREGIÃO | 22/04/2017-16:57:53 Atualizado em 22/04/2017-20:14:28
Claudeci Junior | TODODIA Imagem
OBRA | Prédio em construção em Americana

Os apartamentos construídos no País a partir de 2013 precisam ter um reforço nas paredes para evitar a propagação de sons. Os primeiros edifícios construídos com base nessas novas regras começaram a ser entregues neste ano. É que normalmente qualquer empreendimento demora, em média, três anos para ficar pronto. A medida deve reduzir as reclamações e multa sobre som alto nas moradias verticais.
Essa nova regra foi definida pela norma 15.575, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A normativa prevê o isolamento acústico das paredes externas e ambientes internos, entre pisos e paredes. A mesma norma estipulou um limite máximo de decibéis no imóvel. Uma parede que divida os apartamentos deve ter um isolamento de 45 decibéis.
O presidente do Sindicond (Sindicato Patronal dos Condomínios), José Luiz Bregaida, apoia a medida. "Tudo o que vem para beneficiar ou modernizar a construção civil é justo. Até por isso que os técnicos de segurança trabalham", disse Bregaida. Além do que, a construção civil deve estar dentro das normas para garantir a segurança, explicou.
Segundo Bregaida, todas as empresas construtoras são obrigadas a seguir a nova regra. É claro, ressalta, que vai encarecer um pouco mais a obra, mas o isolamento tem de ser instalado conforme as normas, pois, caso contrário, a construtora poderá ser responsabilizada, porque o comprador já pagou pelo serviço. E se as normas não forem seguidas, a empresa pode ser responsabilizada e condenada a refazer o trabalho e indenizar o prejuízo causado ao adquirente do imóvel.
Essa norma foi estabelecida por causa de queixas dos moradores sobre os barulhos emitidos pelos vizinhos. Segundo Bregaida, não recebe muitas reclamações em relação a ruídos, porque os moradores dos condomínios estão mais conscientes sobre seus direitos.
O que ocorre, explicou, é que as principais queixas são quanto a festas de aniversários, que são muito comuns, mas são poucos os que extrapolam e os condôminos já estão acostumados com o barulho e o falatório mais alto nessas ocasiões.
Atualmente, o sindicato abrange de 80 a 85 mil condomínios residenciais em 632 dos 645 municípios paulistas. Cerca de nove milhões de famílias moram nesses condomínios.