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Não basta plantar uma árvore

Imóveis

claudete camposregião | 24/06/2017-00:51:24 Atualizado em 24/06/2017-17:35:57
Divulgação
RISCO | Dano na fiação é um dos problemas da escolha errada da árvore

A preocupação com a sustentabilidade do planeta faz parte do cotidiano das pessoas. Então se empolgam e plantam árvores nas calçadas das residências para aumentar a sombra, amenizar o calor, contribuir para a redução dos danos do efeito estufa e servir de abrigo e alimento aos pássaros. Só que podem enfrentar um problemão se não souberem escolher as espécies adequadas para a arborização urbana. As consequências podem ser desastrosas.
Árvores impróprias para a área urbana podem causar danos nas redes elétrica, subterrâneas de água, esgoto, telefonia, gás e galerias de águas pluviais; entupimentos de calhas e canalizações; danos às coberturas dos imóveis e comprometimento da iluminação pública. É que as raízes e as copas grandes demais podem estourar as calçadas e até mesmo trincar os muros e as residências.
Essas árvores de grande porte podem causar transtornos em contato com a rede elétrica, como vazamentos de corrente elétrica da rede para o solo e possibilidade de atingir pedestres, principalmente em caso de chuvas; rompimento de condutores, com risco de acidentes com pessoas; e risco de curto-circuito, com interrupção do fornecimento de energia, danos em aparelhos elétricos das residências, entre outros problemas.
A maioria das cidades da região já tem programas para orientar os moradores a plantarem espécies adequadas nas calçadas, para evitar esses transtornos. Nesta semana, por exemplo, a Prefeitura de Hortolândia e a CPFL Paulista lançaram o projeto Arborização Segura. A administração quer plantar 100 mil árvores em quatro anos. As partes firmaram um plano de parceria no auditório da Câmara.
Em Hortolândia, árvores que oferecem riscos à população serão retiradas e substituídas por espécies adequadas, compatíveis com a fiação elétrica. Segundo a prefeitura, com 82 mil unidades consumidoras, a cidade registra, em dias claros, até 15% de quedas de energia motivadas por árvores. Este número sobe para até 60% em dias de chuva, segundo a companhia. Segundo a prefeitura, o plantio de árvores ajuda a valorizar os imóveis, contudo requer cuidados constantes como podas.
A queda de galhos e de árvores que atingem a rede elétrica representa dois terços do tempo em que o cliente da CPFL fica sem a prestação do serviço. "No período chuvoso, a concentração de ocorrências na rede de distribuição causadas pela queda de galhos de árvores é maior, já que o vento forte colabora para esse tipo de situação. Em Hortolândia, durante o ano de 2016, a companhia registrou 390 interrupções do serviço devido a danos causados à fiação", afirmou o presidente da CPFL Paulista, Carlos Zamboni Neto, em nota.