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Não é só pagar, entrar e morar

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CLAUDETE CAMPOS REGIÃO | 26/08/2017-18:59:31 Atualizado em 26/08/2017-18:55:34
Divulgação
COELHO | Um dos pontos é deixar claro a quem cabe fazer eventuais reparos, afirma

Está pensando em alugar um imóvel para morar ou passar temporada? Segundo o Secovi (Sindicato da Habitação), os imóveis mobiliados são uma alternativa prática. O interesse tem aumentado por causa das plataformas digitais. Apesar de ser uma nova tendência, o Secovi (Sindicato da Habitação) recomenda cautela e precauções a serem tomadas, para evitar dor de cabeça, como ter de fazer reparos em caso de problemas.
A locação de residências mobiliadas é comum no exterior, mas não tão frequente no País, segundo o sindicato. O perfil do público que busca imóvel decorado é formado por casais jovens e estudantes que começam a vida, não têm condições de comprar móveis e utensílios e os turistas.
Assim como nas locações convencionais, os interessados devem ter cautela. Segundo o Secovi, analise o custo-benefício de alugar um imóvel já decorado. Há vantagens e desvantagens em locar esse tipo de imóvel. Durante a permanência, o ocupante deve zelar pelo espaço.
Segundo o diretor de Intermediação Imobiliária da Regional do Secovi em Campinas, Rodrigo Coelho, imóvel mobiliado tem valor de aluguel um pouco maior do que os sem mobília, por estarem prontos para morar. Em compensação, não terá gastos para comprar o mobiliário, instalar os móveis e os eletrodomésticos e gastos com frete para fazer a mudança.
O sindicato listou algumas dicas para evitar transtornos. Sugere pesquisar, visitar o imóvel antes de assinar o contrato e conferir se o estilo de decoração e a estrutura combinam com seu perfil. Ainda sugere buscar referências sobre o proprietário ou imobiliária e sobre a região onde vai morar. A precaução ao optar pelas plataformas on-line é verificar a avaliação dos locatários e a opinião de quem usou os imóveis.
A recomendação de Coelho é fazer uma vistoria prévia no imóvel e exigir um laudo com descrição dos itens oferecidos, o estado de conservação e se há defeitos ou danos. Segundo o dirigente, o contrato é a melhor ferramenta para se prevenir de problemas futuros. O documento determina os deveres das partes.
"É preciso deixar claro a quem cabe a responsabilidade por reparos que venham a ocorrer, pois esse é um dos principais motivos de desentendimento nessa modalidade de locação, chegando mesmo a originar ações judiciais", orientou Coelho. Segundo o dirigente, o proprietário responde por eventuais problemas antes da data do contrato e o inquilino, a partir da entrega das chaves, mesmo que o imóvel tenha sido ocupado antes. "Mas se ficar comprovado que foi causado por ocorrências passadas, é o dono que terá de arcar com o conserto", explica Coelho.