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'Objetivo é seguir com o pagamento do funcionalismo em dia'

Americana 142 anos

ANDRÉ ROSSIAMERICANA | 26/08/2017-19:10:28 Atualizado em 26/08/2017-19:34:22

Desde quando assumiu como prefeito de Americana, em 2015, Omar Najar (PDMB) sabia que um dos principais desafios era colocar em dia os salários dos funcionários. Com a prefeitura sem dinheiro, parcelamentos dos salários ocorreram, o que motivou diversas greves. Agora, passado esse período mais conturbado, Omar coloca como um dos principais objetivos manter o pagamento do funcionalismo em dia e dar prosseguimento a grandes obras que estavam paradas.
Logo que iniciou seu "governo tampão", em nove de janeiro de 2015, Omar teve de negociar para encerrar uma greve que já durava 38 dias. O salário de dezembro dos servidores estava atrasado e o 13º ainda não tinha sido pago.
"Estava acontecendo uma assembleia no Paço Municipal, desci, conversei com eles e prometi (que pagaria). Janeiro, fevereiro e março é o período que entra mais recurso no município, e eu prometi que no dia 30 de janeiro a gente ia fazer o pagamento e deixar em dia as contas", lembrou Omar.
Porém, a dívida encontrada na prefeitura foi maior do que a prevista pelo peemedebista: R$ 1,2 bilhão, sendo grande parte de encargos sociais que tinham sido descontados e não tinham sido pagos, segundo o prefeito.
Omar foi a Brasília para tentar renegociar a dívida. Lá, descobriu que o município estava sendo multado em R$ 130 mil por indícios de fraude na apresentação de documentos no período do governo anterior. "Devido a isso não consegui parcelar porque a Receita Federal dizia o seguinte: que quando existe indícios de fraude, ela não tem condições de fazer desconto de multas", disse Omar.
As dificuldades financeiras da prefeitura influenciaram diretamente no pagamento dos salários dos servidores. Omar começou a parcelar os vencimentos do funcionalismo, o que motivou diversas greves ao longo da gestão. A crise pela qual o País passa também foi apontada pelo chefe do Executivo como um fator prejudicial aos cofres municipais.
Apesar das dificuldades, a prefeitura conseguiu recuperar a CND (Certidão Negativa de Débitos), essencial para poder receber recursos estaduais e federais.
RESPIRO
Porém, em 2017, os primeiros sinais de melhora começam a aparecer. A última greve do funcionalismo foi encerrada em 17 de janeiro. Já a dívida previdenciária de Americana terá R$ 262,8 milhões de redução e será quitada daqui 200 meses, pois o Executivo aderiu ao programa de parcelamento do governo federal, criado por meio da MP (Medida Provisória) 778/2017. Atualmente, o débito é de R$ 861,6 milhões.
Em agosto, no entanto, o prefeito prorrogou o estado de calamidade financeira do município por mais seis meses. "É devido a situação que a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) exige. Cabe ao prefeito cumprir sob pena de ato de improbidade. (...) Devagarzinho estamos tentando por a casa em ordem. Estamos nos esforçando pra ver se termina numa boa (o mandato). Eu acho que estamos no caminho certo", afirmou Omar.
Um dos principais objetivos de Omar a curto prazo é manter o pagamento do funcionalismo em dia. "Temos a maior consideração por eles. Pessoal trabalha, tem todo o direito de receber em dia. Estou procurando ser um prefeito com a maior transparência. Poderíamos mascarar (a realidade) como muitas pessoas fizeram, mas não. Na verdade estamos sofrendo, mas com a graça de Deus vamos chegar lá".