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Um novo corredor para decoração

Americana 142 anos

CLAUDETE CAMPOSAMERICANA | 26/08/2017-19:11:06 Atualizado em 26/08/2017-19:47:53
Claudeci Junior | TODODIA Imagem
TENDÊNCIA | Descentralização é apontado por coordenador da Acia como um dos motivos

A Avenida Campos Salles, em Americana, está se transformando em um corredor de lojas especializadas em casa, decoração e móveis. Atualmente, a região concentra cerca de 20 lojas do segmento, segundo contagem feita pelo TODODIA. Há cinco anos tinha apenas cinco lojas especializadas desses ramos de atividade, segundo a Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana). Foi uma conjunção de fatores que contribuiu para esse fenômeno, também observado pela associação.
Apesar de não ter números exatos sobre o total de lojas instaladas no trecho, o coordenador da Distrital Oeste da entidade, Lucas Leoncine, também percorre diariamente o trecho e nota que a região se consolida como corredor de lojas de móveis e decoração. Ele disse que a região tem se tornado referência nesse segmento e avista muitos casais e famílias estacionarem para observar as vitrines de móveis.
Leoncini acredita que a concentração de lojas desse segmento segue a tendência de sair do Centro de Americana e ir para as avenidas. "Ocorre essa onda de descentralizar alguns modelos de comércio. Vivemos a centralização nos últimos anos, mas alguns setores optaram por descentralizar e partiram para alguns bairros e avenidas", explicou.
Isso também ocorre com as avenidas Paschoal Ardito e Nossa Senhora de Fátima. Já o comércio de roupas, calçados e brinquedos se concentra mais no Centro.
Essa avenida tem fluxo intenso de veículos e pedestres. Além disso, a Campos Salles é uma das principais ligações entre Americana e Santa Bárbara e muitas pessoas moram em uma cidade e trabalham na outra e usam o trecho para se locomover do Centro até os bairros. Outro fator que explica esse fenômeno é a mobilidade urbana. Na avenida é fácil estacionar. Além disso, a avenida recebeu recapeamento recentemente.
A avenida tem grandes lojas que receberam altos investimentos. Outra explicação dada por Leoncine é que esse tipo de loja pede salões amplos, que exigiriam investimento mais alto no Centro. Leoncine acredita que investimentos públicos em acesso e aspecto visual favorecem o comércio.