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O trauma insuperável

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Douglas Nogueira | Técnico de manutenção - 22/08/2017-23:58:52 Atualizado em 22/08/2017-23:56:06

Um trauma relacionado a uma tragédia, por mais grave e fixador em nossa mente que seja, é ao longo do tempo superado, segundo estudos de psicólogos e psiquiatras, logicamente que não cem por cento, mas apaga-se de tal forma que mais cedo ou mais tarde conseguimos dar sequência na vida.
No entanto, há um trauma que seja por parte masculina ou feminina, na amizade, no relacionamento a dois ou na vida profissional, dificilmente se apaga. Sabe qual é? O trauma de uma traição. Esse, dependendo das proporções, pode levar o indivíduo à morte por intermédio de uma depressão galopante e destruidora.
O nosso maior erro é confiar cem e às vezes até cento e um por cento nas pessoas que nos rodeiam, essa é a maior falha que cometemos. Não se pode confiar em proporções totais em absolutamente ninguém, nem mesmo familiares, pelo simples fato de que somos todos seres humanos, pecadores e sujeitos a erros os quais não queremos cometer mas acabamos cometendo e portanto confiar nessa nossa espécie humana é nada mais nada menos que dar tiros e tiros no escuro.
Damos todos os créditos possíveis àquele amigo ou amiga de anos e, de repente, zás! Nos apunhala pela costas, uma inexplicável traição que nos leva ao desacerto mental. Amamos cegamente aquela namorada ou namorado, noiva ou noivo, esposa ou marido e quando menos esperamos os Ricardões ou Gabrielas de plantão fazem parte de nossos relacionamentos amorosos, aí não só as casas caem, como os corações despedaçam e em diversos casos param de bater.
Na empresa ou na atividade que exercemos, acabamos por confiarmos naquela pessoa que, das "cobras" que ali existem, parece a menos venenosa, trocamos ideias e experiências profissionais passadas e em um belo dia ela se junta ao butantã das cobras.
Por que somos assim? Sinceramente, eu não consigo responder.
Quem é traído, ao descobrir recebe um trauma insuperável, mas quem trai permanece para o resto da vida com a carga do arrependimento.