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A (falta) de ética

A sua opinião

Dirceu Cardoso Gonçalves | Tenente da PM e dirigente da Aspomil - 23/08/2017-23:20:49 Atualizado em 23/08/2017-23:19:31

Nunca antes este País - como diz o bordão preferido de um certo político - viveu uma crise moral, econômica e ética como a de hoje. O prestígio da classe política cai a cada nova denúncia de irregularidades cometidas no exercício de postos públicos ou na conquista deles.
Somas astronômicas que deveriam estar investidas em serviços que o governo e seus órgãos têm o dever legal de prestar à população foram desviadas para custear as eleições e o enriquecimento ilícito de milhares de homens e mulheres com acesso ao poder, muitos deles autointitulados representantes do povo.
A Operação Lava Jato é um marco na vida nacional e não pode ser barrada nem enfraquecida, pois além de trazer de volta uma parcela (ainda que pequena) daquilo que foi roubado, deve impedir a continuação dos crimes.
É desolador assistir o presidente da República, ministros, senadores, deputados, governadores, prefeitos e vereadores colocados na linha de suspeição.
Não menos revoltante é receber as notícias de que membros do Executivo, Legislativo e do Judiciário vêm recebendo salários acima do teto legalmente estabelecido de R$ 33 mil que, aos olhos do povo, é generoso, pois muito poucos ganham isso em atividades fora do meio oficial.
Carecemos da mais rigorosa execução penal.