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Jovem é morta a socos e chutes por cinco mulheres

Brasil e Mundo

FOLHAPRESS SÃO PAULO | 09/09/2017-19:41:50 Atualizado em 09/09/2017-19:38:02

Uma adolescente de 17 anos foi assassinada a socos e chutes num posto de gasolina na região de Pirituba (zona norte de São Paulo) na madrugada de anteontem. Cinco mulheres -duas delas já identificadas- são suspeitas de envolvimento no assassinato.
De acordo com testemunhas, elas teriam agredido Maria Gabriela Tomé, 17, porque ela teria um relacionamento amoroso com o marido de uma das autoras do crime.
Após o espancamento, a jovem foi socorrida por frequentadores do posto, que levaram Maria Gabriela até o pronto-socorro de Pirituba, onde ela morreu.
Após ser acionada, a Polícia Militar identificou uma testemunha do crime. Com as informações fornecidas por ela, os policiais identificaram duas mulheres: Shirley Nascimento Barbosa, 27, e uma outra pessoa de idade não informada.
De acordo com o relato da testemunha, Shirley, essa outra pessoa e outras três mulheres ainda não identificadas iniciaram as agressões no pátio do posto, que fica na rua Coronel José Rufino Freire, em frente a uma comunidade onde costumam ocorrer bailes funk.
O motivo do crime, segundo a testemunha, seria passional. A vítima estaria saindo com o marido de Shirley.
Segundo a mesma testemunha, a jovem morta estaria usando lança-perfume sozinha na hora do crime e teria também usado cocaína.
Os policiais fizeram buscas na região, mas não localizaram as suspeitas. A Polícia Civil pediu ao posto que entregue imagens de câmeras para identificar as demais suspeitas.
NO CHÃO
Funcionários do posto relataram à reportagem que Maria Gabriela foi abordada pelas cinco mulheres em frente à loja de conveniência.
Uma delas desferiu um soco, levando a jovem ao chão, onde foi chutada várias vezes na cabeça.
"Ela já parecia estar morta quando levaram ela para o hospital. Ela já estava bem debilitada antes do espancamento, estava usando lança-perfume", disse um deles.
Tanto a jovem quanto as agressoras costumavam frequentar o posto.
De acordo com um funcionário, duas das envolvidas voltaram ao local na noite de sexta-feira, horas após o crime, para comprar cigarros e bebidas.
"Esse crime é uma barbaridade. Mas aqui tem comunidades, violência. Aqui a criança chora e a mãe não vê", afirmou um frentista.