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Prefeita é suspeita de mandar matar jornalista em MG

Brasil e Mundo

12/09/2017-22:39:52 Atualizado em 12/09/2017-22:35:27

As investigações da Polícia Civil sobre a morte do jornalista Maurício Campos Rosa indicam que a prefeita de Santa Luzia (região metropolitana de Belo Horizonte), Roseli Ferreira Pimentel (PSB), desviou R$ 20 mil dos cofres públicos para pagar ao assassino.
A polícia divulgou anteontem que a prefeita fez uma manobra contábil para desviar o dinheiro e financiar o crime. Segundo a Polícia Civil, Roseli teria retirado o valor da Secretaria da Saúde, mas com nota de compras de mamão da Secretaria da Educação.
Com isso, a prefeita foi indiciada também pelo crime de peculato devido ao uso de dinheiro público e desaparecimento dos pertences que estavam com a vítima no dia em que foi assassinada.
Roseli está detida preventivamente desde a última quinta, suspeita de participação na morte do jornalista. Além da prefeita, outras três pessoas foram presas na última quinta: David Santos Lima (conhecido como Nego), Alessandro de Oliveira Souza (o Leleca) e Gustavo Sérgio Soares Silva (o Gustavim). Todos eram investigados sob suspeita de participação no crime.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa da prefeita nem com a assessoria da prefeitura e dos demais citados.
O jornalista Maurício Campos Rosa, 64, dono do jornal "O Grito", de Santa Luzia, foi morto a tiros quando saía da casa de um amigo em agosto do ano passado.
Quatro tiros o atingiram nas costas e um na nuca. O jornal "O Grito" é distribuído gratuitamente em Santa Luzia e tem notícias da região.
| FOLHAPRESS