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Vendas de consórcios crescem 15%

Imóveis

CLAUDETE CAMPOS REGIÃO | 02/09/2017-17:29:33 Atualizado em 02/09/2017-17:26:45
Arquivo | TODODIA Imagem
IMÓVEIS | Consórcio pode ser disciplinador financeiro

As vendas de consórcios habitacionais tiveram um aumento de 15% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado na região de Campinas, apontou o Consórcio Santa Emília, associado à BR Consórcios. Isso contribui para aquecer o setor imobiliário. O consórcio pode ser uma alternativa pra quem quer investir e não precisa ocupar o imóvel de imediato, uma vez que os juros são bem menores do que no financiamento habitacional.
No primeiro semestre de 2017 a venda geral de consórcios (habitacional, automóveis e motocicletas) cresceu 8,4% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios). O número do crédito comercializado foi de R$ 43,92 bilhões, uma alta de 23,7%.
O gerente do Consórcio Santa Emilia, Silvio Cesar do Nascimento, informou que o consórcio está em franco crescimento há anos.
Para Nascimento, a vantagem é que a pessoa pode programar para comprar e construir o crédito dele. A aquisição de cartas de crédito para o consórcio de imóveis é mais uma forma segura para a construção de patrimônio, já que muitas pessoas ainda não têm o hábito e a disciplina de poupar mensalmente.
O diretor do Consórcio Santa Emília, Manoel Barros, explica que o sistema de consórcio exerce a função de um disciplinador financeiro, pois ao adquirir uma cota de imóvel é uma forma do brasileiro "poupar", todos os meses, com o objetivo de adquirir um determinado bem ou serviço para a construção do seu patrimônio.
A maioria que participa de consórcio é formado por poupadores e investidores, que vão precisar do imóvel a médio prazo (a partir de quatro anos) e que já têm um imóvel. Há casos também daqueles que vão precisar do imóvel a curto prazo e vão ofertar um lance. E há ainda aqueles que têm compromisso de pagamento mensal do consórcio.
Segundo Nascimento, a grande vantagem do consórcio é que tem custo mais baixo. Enquanto no financiamento habitacional paga-se uma taxa de juros anual, no consórcio paga-se uma taxa de administração de grupos de 12,5 a 26% no período de vigência.
A desvantagem, explica o especialista, é que não é possível pegar o bem de imediato. Cada administradora tem uma condição comercial, mas, normalmente, os grupos duram de 60 200 meses, ou seja, de cinco a 16 anos. Há consórcios com grupos de até 10 mil pessoas e, no caso do Santa Emília, é de até 999 participantes.
Segundo Nascimento, o tíquete médio de consórcio com maior procura é de R$ 120 mil. Com a carta de crédito, o contemplado pode comprar um terreno, construir a casa em terreno que já possua ou complementar com os recursos depositados no Fundo de Garantia para adquirir um imóvel.
Assim como os demais consórcios, no imobiliário o consorciado pode participar de sorteio entre todas as pessoas dentro do grupo e entre aqueles que não ofertaram lance no mês. Ou ainda podem dar lance livre em percentual para ser contemplado ou dar lance fixo limitado (que não tem todo o recurso do lance livre) para as pessoas que têm mais pressa em obter o imóvel.
CUIDADOS
Como o consórcio envolve quantia alta, é sempre bom o interessado se informar sobre o agente administrativo que vai cuidar do dinheiro dele, para evitar prejuízos.
Nascimento disse que recomenda que o interessado ligue no serviço 0800 do Banco Central para se informar sobre a administradora antes de fazer a compra. Também se informar se tem reclamações contra a administradora. Também considera válido consultar o Procon.