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Região perde 470 vagas na indústria em agosto

Cidades

RODRIGO ALONSOREGIÃO | 12/09/2017-23:28:29 Atualizado em 13/09/2017-00:09:37

A região teve queda de 470 postos de trabalho no setor industrial em agosto, segundo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O presidente da Acisb (Associação Comercial e Industrial de Santa Bárbara d'Oeste), Antonio Roberto Bonamin, apontou que indústrias têm "enxugado" seu quadro de funcionários devido à situação política do País.
O levantamento abrange os 36 municípios das diretorias regionais da Fiesp de Americana, Campinas, Indaiatuba e Santa Bárbara d'Oeste, nas quais 16 cidades integram a RMC (Região Metropolitana de Campinas).
A maior redução percentual ocorreu em Santa Bárbara d'Oeste, único município da diretoria local. De julho para agosto, a cidade teve saldo negativo de 200 funcionários: 1,37% a menos. Americana e Indaiatuba também perderam 20 e 500 empregos, com variações de 0,06% e 0,63%, respectivamente.
Por outro lado, houve aumento de 250 vagas em Campinas, o que representa uma alta de 0,17%.
Nos últimos 12 meses, foram perdidos 6,8 mil postos de trabalho na indústria considerando as quatro diretorias regionais da Fiesp.
QUADRO POLÍTICO
"Com a economia do jeito que está, as empresas estão reduzindo os postos de trabalho, enxugando, trabalhando mais enxutas. A demanda também está devagar", comentou Bonamin.
De acordo com ele, notícias sobre escândalos políticos deixam os empresários mais "tímidos". "Estamos seguindo uma retração que vem se acentuando. Os telejornais dão muitas manchetes negativas. Cada dia um fato novo surge", declarou.
No entanto, o presidente da Acisb afirmou acreditar que a situação pode se reverter com as prisões dos responsáveis. "Acho que, com essas prisões, (a economia) ganha credibilidade", disse.
ESTADO
No Estado todo, a variação também foi negativa, de 0,11%, com o fechamento de 2,5 mil postos de trabalho. A Fiesp classificou o cenário como "estável".
"A produção industrial mostra recuperação. Apesar de ainda não ser vigorosa, é contínua, refletindo na manutenção dos postos de trabalho. A geração de novos empregos é a última variável a reagir. Ainda temos muita capacidade ociosa, o que deve levar as empresas a resistir a novas contratações por um tempo", analisou Paulo Francini, diretor titular do Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) da Fiesp e do Ciesp.