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Mulher é denunciada ao MPE por ONG, acusada de deixar gato em canavial

Cidades

12/09/2017-23:38:58 Atualizado em 12/09/2017-23:35:04
Divulgação
GATO OLAF | Foi levado para clínica veterinária, mas não resistiu

A SPASB (Sociedade Protetora dos Animais de Santa Bárbara d'Oeste) acusou uma mulher de "ter abandonado um gato para morrer". A AAPRA (Associação Arca Protetora dos Animais), de Nova Odessa, resgatou o animal próximo à Usina Cillos, na área rural de Santa Bárbara d'Oeste, no dia 19 de agosto. Dois dias depois, ele foi a óbito.
A advogada voluntária da SPASB, Kátia Renata de Freitas Ferrari, registrou BO (Boletim de Ocorrência) de "praticar ato de abuso a animais" e protocolou denúncia no MPE (Ministério Público Estadual).
À promotora Erika Angeli Spninetti, Kátia solicitou apuração criminal e aplicação das penalidades previstas na lei estadual 16.308, de 2016, que proíbe praticantes de maus-tratos de obterem a guarda do animal agredido. A legislação também aponta que o agressor só poderá ter a guarda de um animal doméstico cinco anos após o delito.
De acordo com a advogada, o gato Olaf, de 1 ano, pertencia a mãe e filha. Via WhatsApp, a filha pediu ajuda para Kátia, pois ele estava com prolapso retal. A advogada disse ter sugerido uma clínica médica para ela. No entanto, a jovem teria respondido que queria sacrificar o animal.
"Porém foi sugerido que levasse na clínica. Ao ser questionada posteriormente sobre qual medida ela tomou, a mesma me bloqueou de suas conversas e daí em diante não tive mais noticias do gato", relatou Kátia ao MPE.
Olaf foi encontrado por Izabel Belina Xavier, presidente da AAPRA, que o encaminhou a uma clínica veterinária, mas ele não resistiu aos ferimentos. Ela afirmou que o atendimento custou R$ 615. Izabel conseguiu identificar o gato através do leitor do microchip.
A reportagem do TODODIA confirmou com o MPE que a denúncia foi protocolada. O Ministério Público afirmou que irá ouvir as partes responsáveis.
| RODRIGO ALONSO

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