OK
Close

R$ 8 bilhões só para este ano

Esportes

FOLHAPRESS SÃO PAULO | 11/09/2017-22:47:20 Atualizado em 11/09/2017-22:43:04
PSG
EM CAMPo | Daniel Alves, Neymar e Mbappé em treino do PSG para a estreia na Liga dos Campeões

Manchester City (ING) e Paris Saint-Germain (FRA) foram os clubes que mais gastaram em 2017. Juntos, contrataram 480,3 milhões de euros (R$ 1,7 bilhão) em reforços. A fortuna foi usada para formar elencos capazes de ganhar a Liga dos Campeões da Europa, cuja fase de grupos começa hoje.
Os clubes financiados por magnatas árabes não estão sós. As 32 equipes que começam a fase de grupos investiram 2,16 bilhões de euros (R$ 8 bilhões) em contratações.
"Claro que queremos muito ganhar o torneio. Esse é o nosso objetivo número um", disse o qatari Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG.
O clube francês fez a maior compra da história do futebol: os 222 milhões de euros pagos ao Barcelona por Neymar (R$ 819 mihões).
O PSG não foi o maior gastador. O Manchester City, do xeque Mansour bin Zayed, dos Emirados Árabes, despendeu 244,3 milhões em reforços (R$ 901 milhões).
O PSG estreia hoje contra o Celtic (ESC), em Glasgow. O City entra em campo amanhã, diante do Feyenoord (HOL), em Roterdã.
É questão de necessidade. Os sonhos dos cartolas das duas equipes é levantar o troféu jamais conquistado.
Isso também explica o fato de que, separados os clubes por países, os ingleses foram os mais perdulários. Manchester United, City, Chelsea e Liverpool pagaram 789,7 milhões de euros (R$ 2,9 bilhões) em jogadores.
Um time do país não ganha o título desde 2012, quando o Chelsea venceu. Na última temporada, só o Leicester chegou às quartas de final.
"É tanto dinheiro que a Liga dos Campeões se tornou uma competição em que o número de clubes que podem conquistar o título fica cada vez mais restrito", disse o italiano Claudio Ranieri, ex-técnico do Leicester.
Estar na fase de grupos, conquistar as premiações e o dinheiro da TV são coisas tão importantes para as equipes de ponta que o francês Arséne Wenger disse que, para o Arsenal, ficar em quarto no Campeonato Inglês era o mesmo que vencer um título.
Os quatro primeiros da competição nacional se classificam. Em quinto na última temporada, o clube londrino terá de jogar a Liga Europa.
Apenas por participar do torneio na temporada passada, cada time recebeu 12,7 milhões de euros (R$ 46,9 milhões). Campeão, o Real Madrid levou, no total, 89,5 milhões (R$ 330,2 milhões).
Com o elenco vencedor preservado, o Real gastou 46,5 milhões de euros (R$ 171,6 milhões) em reforços.
VAIDADE
PSG e Manchester City, ligados a governos de países dos seus donos - Qatar e Emirados Árabes -, sonham com o título para massagear o ego.
Não é caminho inédito. O Chelsea passou de força média da Inglaterra a campeão europeu graças ao dinheiro do russo Roman Abramovich.
O caso do PSG é parecido - no critério esportivo - ao do Olympique de Marselha. No fim dos anos 1980, o então dono da Adidas, Bernard Tapie, virou do avesso o mercado com compras milionárias para levar o time ao título europeu. Conseguiu em 1993.
No mesmo ano, se descobriu que o dirigente ofereceu dinheiro para atletas do Valenciennes facilitarem a vitória do Marselha no Campeonato Francês. Algo que não ocorreu com o PSG.
"Vocês dizem que Pogba foi caro. Logo vão achar que foi barato", disse José Mourinho quando o Manchester United quebrou o recorde de transferências e comprou o meia por 105 milhões de euros (R$ 387 milhões).
Em 2017, além de Neymar, houve a aquisição de Dembelé pelo Barcelona, que com metas de desempenho, deve chegar a 145 milhões de euros (R$ 535 milhões).

Leia Mais