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Políticos, propinas e eleições

Opinião

Ailton Gonçalves Dias Filho | Reverendo da Igreja Presbiteriana de Americana. Escreve às quartas no TODODIA - 12/09/2017-22:50:08 Atualizado em 12/09/2017-22:47:17

2018 será um ano especial para o Brasil. 2018 será um ano terrível para os políticos de carreira. Será a primeira eleição presidencial após o "furacão" Lava Jato. Políticos de carreira não gostam de ano de eleições. O ano de eleição é ano em que o eleitor pode fazer uma avaliação da atuação do político. Daí o temor.
A operação Lava Lato escancarou toda a corrupção da política brasileira. Escancarou e tem escancarado. A cada dia ficamos surpreendidos com alguma notícia. Em um passado recente eram uns dólares escondidos na cueca. Agora, descobrimos que a quantidade de propina não cabe em nenhuma cueca. Em um apartamento na cidade de Salvador foram apreendidos, em malas, 51 milhões de reais. Certamente, dinheiro de propina para políticos. Dinheiro que poderia construir ou reformar hospitais. Dinheiro que poderia construir ou reformar escolas. Dinheiro que poderia equipar melhor os hospitais públicos e as escolas públicas. Dinheiro do povo brasileiro, tão sofrido e tão maltratado pelos políticos do Brasil. É uma vergonha o que está em curso no País.
O ano passado, aqui em Americana, os eleitores deram uma bela lição em boa parte dos vereadores. Apenas quatro foram reeleitos. E nem os quatro que se reelegeram mereciam. O eleitor começa a enxergar. Políticos profissionais têm pavor de eleitor que enxerga.
De forma tímida, começo a perceber nas redes sociais um movimento para não reeleger nenhum político em 2018. A tendência é o movimento crescer cada vez mais, principalmente com a proximidade da eleição. Em 2018 iremos eleger: presidente, vice-presidente; senador e seus suplentes; governador, vice-governador; deputado federal e deputado estadual. Precisamos ficar atentos.
Não podemos errar. O Brasil precisa de eleitores atentos para varrer um bom número de deputados, senadores, deputados estaduais, políticos de carreira que não justificam em nada o salário que recebem. Vale lembrar uma frase do grande escritor português Eça de Queiroz: "Políticos e fraldas devem ser trocados com frequência e ambos pelos mesmo motivo".
Torço para que tenhamos na operação Lava Jato um marco na política brasileira. Um Brasil antes e um Brasil depois da operação Lava Jato, novo, renovado. Com políticos servos e sérios a serviço do País. Você (e)leitor tem participação direta nisso. Eu torço por isso. Eu sonho com um Brasil passado a limpo em 2018. Que venham as eleições!