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Mulher tenta entrar no CDP de Hortolândia com moeda de dez centavos nas partes íntimas

Polícia

Pedro Heiderich | 11/09/2017-18:38:05 Atualizado em 11/09/2017-18:38:28
Divulgação|SAP
SAP não diz motivo da tentativa de entrar com a moeda e nem o que visita alegou

Uma mulher identificada apenas como E.R.O., de 18 anos, tentou entrar no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Hortolândia com uma moeda dez centavos escondida nas suas partes íntimas na manhã do último sábado (9). Ela ia visitar o irmão, o detento L.O., de 22 anos. O detento foi isolado e a irmã suspensa das visitas no CDP.
O caso aconteceu por volta das 7h30. Segundo a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), o flagrante foi feito após revista pelo Body Scam (Equipamento de Varredura Corporal), recentemente instalado na unidade.
O aparelho funcionou pela primeira vez no CDP de Hortolândia sábado. O Body Scam fez em média cerca de 70 varreduras corporais por hora, conseguindo capturar a moeda no corpo da visita. A SAP está instalando os equipamentos nas unidades prisionais do Estado de São Paulo para evitar revistas consideradas vexatórias.
A SAP não cita o motivo da mulher ter tentado entrar com a moeda e nem o que ela alegou ao ser descoberta. A irmã do detento foi encaminhada para a Delegacia de Polícia de Hortolândia, onde foi registrado boletim de ocorrência.
A direção da unidade instaurou procedimento apuratório disciplinar para investigar o caso e isolou o preso que seria visitado. A mulher foi suspensa do rol de visitantes do CDP.
REVISTAS
No fim de julho, o Deecrim (Departamento Estadual de Execuções Criminais) condenou a Fazenda Pública por conta da realização de revista íntima corporal em unidades prisionais da região de Campinas.
De acordo com o juiz Bruno Paiva Garcia, o procedimento, que é vetado pela Lei Estadual 15.552/2014, é vexatório e atenta contra a dignidade da pessoa. Além disso, a Fazenda Pública foi condenada a pagar R$ 350 mil em favor do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos, por danos morais coletivos.
Segundo o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o magistrado destacou em sua decisão que "o scanner corporal, na forma já prevista na legislação estadual, é alternativa segura à revista íntima: resguarda-se a segurança do estabelecimento, sem exposição do visitante ao ridículo desnudamento". A ação é da Defensoria Pública de São Paulo.
Bruno Garcia também afirmou que "o Estado pode obrigar o preso a se despir, se for necessário para a segurança do estabelecimento penal, mas não pode fazer o mesmo com o familiar do preso". Cabe recurso da decisão.

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