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Detido diz vender maconha para 'playboys'

Polícia

RODRIGO ALONSO SANTA BÁRBARA D'OESTE | 11/09/2017-20:32:55 Atualizado em 11/09/2017-20:37:54
Divulgação | Dise
DROGA | Estava na casa do suspeito

Policiais civis da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Americana prenderam, nesta segunda-feira (11), um homem com 76,5 quilos de maconha. O entorpecente estava na casa dele, no Parque Residencial Jacira, em Santa Bárbara d'Oeste. O suspeito disse à equipe que, geralmente, vendia droga para "playboys" da cidade, segundo o delegado Antonio Donizete Braga.
O detido E.B.S., 36, vulgo Neguinho, contou aos policiais que a mercadoria valia cerca de R$ 130 mil e fazia parte de uma carga de 300 quilos proveniente do Paraguai, a qual ele adquiriu pessoalmente. O acusado confessou ter vendido todo o resto.
"Ele revelou aos policiais que, geralmente, vendia para 'playboys' da cidade. Então, ele tinha uma clientela seletiva. Tinha o público-alvo dele, que era o consumidor principal do entorpecente", comentou Braga.
No imóvel, a Dise também localizou o motor de uma motocicleta furtada em abril, em Santa Bárbara d'Oeste. De acordo com o delegado, Neguinho afirmou ter comprado o produto e que sabia da procedência da motocicleta. Portanto, a Polícia Civil o indiciou tanto por tráfico como por receptação.
A corporação havia identificado, por meio de outra investigação, que uma pessoa de codinome Neguinho armazenava uma quantidade "significativa" em sua residência. Há cerca de 15 dias, a Dise descobriu a localização da casa, na Rua Ari Barroso, e passou a observá-la. O suspeito apareceu no local apenas nesta segunda, quando foi detido pela equipe. 
No imóvel, os policiais ainda encontraram um colete balístico e 32 mil microtubos vazios, entre outros objetos. "(Os microtubos) Usualmente são utilizados para fazer o acondicionamento de cocaína. Embora essa droga não tenha sido localizada lá, há um indicativo muito forte de que ele tem também relação com esse tipo de droga", salientou Braga.
INVESTIGAÇÃO
A Dise suspeita que Neguinho faça parte de uma "rede de relacionamento". "Agora, as investigações seguem no sentido de identificar a rede de relacionamento deles, que possivelmente ele deve fazer parte de outro grupo. E, nesse sentido, a polícia vai tentar identificar e prender os demais participantes dessa ação", ressaltou.

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